Iguais, mas diferentes. Veja o que muda do chope para a cerveja



Produzidas na mesma panela, versões da bebida têm fãs apaixonados. Preferência por chope ou cerveja rende debates entre bebedores.

Amigos chegam ao bar, chamam o garçom. Um se adianta e pede uma cerveja e copos para todos. Mas daí outro já diz que pra ele, não, pois prefere chope. E aí começa aquele debate sobre qual dos dois é mais gostoso. Mas será que tem diferença? Qual é o melhor? Chope e cerveja são a mesma coisa. Mas, sim, são diferentes. Calma, você já vai entender.

Se pensarmos só no líquido produzido pela cervejaria, chope e cerveja são iguais. Quando uma fábrica produz a cerveja, a bebida que vai para as garrafas e latas e a que vai para os barris de chope é exatamente a mesma. Elas só começam a ter alguma mudança a partir daí.

A responsável por isso é a pasteurização. Desenvolvido no século XIX, é um processo no qual a cerveja envasada é submetida a uma temperatura de cerca de 60ºC para ficar estabilizada e logo depois é resfriada para ganhar um prazo de validade maior e assim poder ser transportada e armazenada.

E isso, se pensarmos nas cervejas Pilsens nacionais mais vendidas, só é feito com as engarrafadas ou enlatadas, por isso diz-se que o chope não é pasteurizado. Após o processo, as garrafas e latas ganham um prazo de validade de cerca de 6 meses, enquanto o chope nos barris tem apenas 10 dias para ser consumido. Depois de aberto, esse limite cai para 24 horas.

Cremosidade

A cremosidade do chope sempre é elogiada por seus entusiastas. E nisso eles em geral têm razão. Acontece que para se tirar um chope do barril é necessário usar gás CO². A pressão exercida para a saída do chope cria um colarinho cremoso que a cerveja não terá. E tem se tornado comum choperias usarem também nitrogênio, que deixa a espuma ainda mais cremosa e muda a textura da bebida. Além disso, o chope costuma ser mais suave. Outra diferença que pode ser mais facilmente percebida pelo consumidor é que o chope é mais fresco do que a cerveja.

Só no Brasil

Uma das controvérsias sobre a diferenciação dos termos é que, na verdade, chope só é usado aqui. A palavra tem origem do alemão “schoppen”, medida do copo de meio litro que eles pediam nos bares. Aqui no Brasil isso virou sinônimo da cerveja em barril. Você deve estar pensando: “Ué, mas nos pubs ingleses eles servem os pints em torneiras, como aqui”. Sim, mas no resto do mundo isso é chamado apenas de cerveja na pressão.

Regras flexíveis

Apesar de algumas apresentarem essa diferenciação do chope para a garrafa, as regras não servem para todos os tipos de cervejas. Hoje em dia existem barris que passam por pasteurização e têm maior durabilidade. Além disso, sempre houve cervejas em garrafa que não são pasteurizadas, mas que nem por isso estragam rápido.

Fonte: Globo.com

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