Cervejaria reúne fãs da bebida interessados em praticar esportes.



Cervejeiros unem bebida e esporte

Cerveja e exercícios físicos combinam? A resposta é sim para muitos participantes dos clubes de corrida cervejeiros espalhados pelo mundo. Um deles é o Mikkeller Running Club, realizado pela cervejaria dinamarquesa Mikkeller, que tem representantes em várias cidades de vários países, entre elas São Paulo. Os corredores se reúnem todo primeiro sábado do mês com o objetivo de sair da mesmice da corrida e curtir uma boa cerveja.

Mas quem pensa que tudo é uma festa, se engana. Apesar da bebida estar presente nos encontros, ela só aparece no fim do treino, que inicia às 8h da manhã. Os participantes recebem uma garrafa long neck da cerveja especial clube, uma American Pale Ale. “O lúpulo é um antibiótico e melhora o sistema imunológico. Então tem a ciência aliada, se beber com parcimônia”, ressalta o head do clube no Brasil, Rodrigo Kimura. Segundo ele, a ideia é juntar quem já gosta de corrida e cerveja com cervejeiros sedentários. “Nosso objetivo é trazer o esporte para os cervejeiros e mostrar que a vida com equilíbrio é mais saudável para a cabeça e o corpo”, comenta.

O clube chegou ao Brasil em uma conversa entre Mikkell Borg Bjergsø, fundador da cervejaria e entusiasta das corridas, e Gilberto Tarantino, representante da Mikkeller no país. E aqui ganhou características próprias, como ter uma assessoria esportiva. “A gente acompanha a galera antes e depois da corrida. Mantamos um trajeto condizente com a capacidade física das pessoas”, explica Kimura. Outra diferença é que a cada sábado o percurso é diferente, com pontos conhecidos e turísticos de São Paulo como cenário.

Raquel levou até os pais Maria e José para o clube de corrida
Como funciona

São criados entre dois e três trajetos para cada edição, de acordo com o perfil de quem comparecerá. “O pessoal iniciante corre de forma intervalada, cerca de 5 quilômetros. Já os avançados fazem de 8 a 12 quilômetros contínuos”, explica Rodrigo. Cada um dos grupos possui um líder, um professor que acompanha o treino e orienta. E o público é bastante variado, dividido quase igualitariamente entre homens e mulheres, com entusiastas dos esportes e pessoas que não praticavam atividades físicas. “É legal porque tem gente que não corria e foi fazer maratonas”, exemplifica.

Cerveja e amizades são incentivo

Uma dessas corredoras é Raquel Loureto, 25 anos, que teve a cerveja como grande incentivadora para a prática do esporte. Raquel conta que anos antes tentou correr e pegou trauma após participar de uma prova mal organizada, na qual até passou mal. Ex-colega de Rodrigo no curso de Sommelier de Cervejas, foi convidada por ele a dar uma nova chance às corridas. “A gente larga de um bar e depois, na chegada, tem cerveja lá esperando. Às vezes o bar dá um petisco, daí não precisa nem falar que é um incentivo, né”, comenta Raquel.

Raquel destaca que o ambiente também é favorecido pela confraternização. “Fica mais gostoso de fazer a corrida”. Desde que entrou para o clube, ela voltou a participar de competições de corridas, e até seus pais entraram para a turma. “Eles me incentivaram a fazer o curso de sommelière e corremos juntos”, diz.

A publicitária e também sommelière de cervejas Mariane Marques de Deus, 26, completou um ano no clube. Além de correr, ela ajuda na organização. Mariane já praticava o esporte antes, mas conta que a combinação com cerveja a incentivou. Ela destaca que o grupo quebra o paradigma de que esporte e cerveja não podem combinar. “A ideia é mostrar que dá pra gostar de esporte e gostar de outras coisas”, explica.

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