Leves e refrescantes, cervejas de trigo são ideais para climas quentes



As cervejas Weiss têm origem alemã e são um dos
estilos mais clássicos da bebida

De estilo alemão ou belga, bebida pode se encaixar no paladar do brasileiro. Quando alguém começa a experimentar novos sabores do mundo das cervejas, as de trigo costumam ser umas das primeiras a entrarem na geladeira. E não é difícil de entender. Refrescantes, elas se encaixam perfeitamente no clima quente do Brasil. Mas, ao contrário que muita gente pensa, elas não são todas iguais?

É comum ao se falar em cerveja de trigo pensar logo nas alemãs Weizen (ou Weiss), talvez por serem mais facilmente encontradas no mercado. No entanto, outro estilo clássico tem aparecido nas prateleiras de mercados e nas cartas dos bares, as Witbiers. Também feitas com trigo, elas são originárias da Bélgica e se distinguem das irmãs germânicas. “A Witbier geralmente leva especiarias, pode ter aveia e as leveduras belgas, que dão aromas distintos. A Weiss é mais direta”, explica o mestre cervejeiro da cervejaria Wäls, José Felipe Carneiro.

Sejam elas originárias da terra da Lei da Pureza ou versões nacionais do estilo, nas Weizen o destaque vai para o malte de trigo, que pode chegar a 100% da receita (pode ter também malte de cevada). Essas cervejas têm cor amarelo palha, em geral são turvas – graças ao trigo, mais difícil de filtrar –, apresentam uma espuma bela e cremosa, e notas de banana e cravo.

As Witbiers nasceram na Bélgica e são bem diferentes das Weizen. Seus ingredientes são mais variados e além dos maltes de trigo e cevada, do lúpulo e levedura, levam cascas de laranja, semente de coentro e outros condimentos. Mas não para por aí, pois podem ser usados outros cereais, como a aveia, e cascas de outras frutas cítricas. No visual, elas podem ser um pouco mais claras, mas ainda assim turvas.

O que tanto Weizen quanto Wits têm em comum é sua refrescância. Apesar das alemãs causarem uma sensação de preenchimento mais intenso, devido ao uso abundante de malte de trigo, ambas são ideais para climas quentes. “São estilos que casam muito bem com nosso clima. Tem uma drinkability alta”, afirma José Felipe.

Witbiers são as cervejas de trigo em estilo belga,
refrescantes e leves

Variações sobre um mesmo tema

As Witbiers podem ser chamadas por outros nomes, de acordo com a região. Em seu país de origem, além de Wit (que significa branco, em flamenco), também são conhecidas como Blanche (branco, em francês). Mas, apesar das receitas variarem em cada cervejaria, elas não possuem sub estilos.

Com as Weizen isso é diferente, como uma série de variações. A nomenclatura da clássica cerveja de trigo alemã varia entre Weizenbier (que significa Cerveja de Trigo), geralmente são as mais límpidas, enquanto as Weissbiers (Cerveja Branca) costumam ser mais turvas. As versões completamente filtradas e cristalinas são precedidas do nome Kristal (Cristal). Já o prefixo Hefe que algumas levam significa apenas levedura.

Diferentes mesmo são outros sub estilos. As Dunkel Weiss/Dunkelweizen são a versão escura e com aromas que remetem ao caramelo e até ao chocolate. As Weizenbock são cervejas Bock de trigo, e podem ser tanto claras quanto escuras. A Berliner Weiss é típica da capital Berlim, bastante rara hoje, e são conhecidas pela alta acidez.

Trigo aparece em outros estilos

Não é só de Weizens e Wits que vivem as cervejas de trigo. Um estilo antigo de volta ao mercado é o Gose, originário da região de Leipizig, na Alemanha, que tem como características o sabor ácido e salgado. Outro bem conhecido dos cervejeiros modernos é o American Wheat Ale, dos Estados Unidos. Pelo nome, algumas pessoas confundem essas cervejas com as Wits belgas, mas elas são bem diferentes. São mais lupuladas, característica comum da escola americana, mas também são refrescantes.

Fonte: Globo.com

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