Aprendendo a Beber / Vol. III - Por Fábio Guerra





Salve amigos do Portal da Cerveja!! 

Nesta terceira coluna dedicada aos iniciantes em cervejas artesanais (para relembrar a primeira delas clique aqui e para ler a segunda coluna dessa série clique aqui), aquele que também quer aprender (eu aqui) vai explicar o significado de algumas siglas que costumam aparecer no rótulo das brejas. A maneira mais fácil e direta seria colocar uma tabela com as siglas e seus respectivos significados, então aí está ela:


Bom, uma observação importante é que nesta tabela não vamos analisar as siglas que se referem à definição de estilos e famílias de cervejas como IPA, APA, ALE, etc. Só estas siglas já dariam outra coluna (opa, boa idéia!). Vamos nos concentrar nas siglas que, independente do estilo, afetam o sabor e o aspecto da cerveja. 

OG e FG são siglas que se referem à densidade do mosto. Quanto maior a OG mais açucares estarão disponíveis para a levedura, e mais alcoólica a cerveja será. A FG determina a densidade após o processo de fermentação. O potencial alcoólico da cerveja obviamente afeta o seu teor, medido pelo ABV.

O ABV ou teor alcoólico da cerveja tem uma interferência direta no sabor das brejas. Geralmente variam de 3,5 a 14% e podem deixar a cerveja mais adocicada, mais leve ou interferir no drinkability e amargor.

O IBU é a unidade de medida do amargor das cervejas. Nas garrafas, o IBU aparece representado por um número que varia de 10 (menos amarga) a 120 (mais amarga). As cervejas pilsen tradicionais possuem IBU entre 10 e 14, enquanto nas IPAs o IBU vai de 40 a 120. É possível produzir uma cerveja com mais de 120 de IBU. No entanto, entende-se que 120 é o máximo de amargor que o paladar humano é capaz de diferenciar. Para os iniciantes, recomenda-se começar com as brejas de baixo IBU e ir aumentando gradativamente para habituar o paladar.

SRM e EBC são escalas para classificar a coloração da cerva, sendo a primeira sigla um padrão americano e a segunda um padrão europeu. A coloração da cerveja depende, entre outros fatores, do tipo de malte utilizado na produção, o que pode deixar a cerveja mais clara, avermelhada ou mais escura, no caso dos maltes tostados. Não há uma relação direta entre a cor e o sabor das cervejas, no que se refere à leveza, dulçor ou amargor. Mas sem dúvida, a coloração afeta a apreciação visual da breja quando vai para o copo e isso pode definir o nosso desejo de degustar um determinado estilo. Na escala EBC a cerveja é considerada clara se a coloração estiver abaixo de 20 unidades, e escura se estiver acima de 20 unidades. Já na escala SRM a numeração varia de 2 (amarelo palha) coloração das american lager ou pilsen, até mais de 40 (preto opaco), caso das Imperial Stout. 

Para finalizar gostaria de fazer uma observação: se você encontrar nas garrafas o termo DRY HOP, significa que a cerveja passou pela adição de lúpulo no final do processo de produção, geralmente com o objetivo de potencializar o aroma da cerveja. 

Enfim, conhecendo estas siglas você poderá escolher a melhor cerveja para agradar à sua visão, olfato e paladar.

Tin-tin!!

Fábio Guerra
Cervejeiro e Sócio Proprietário da Empresa Planeta Cevada
Comentarista do Programa Estação da Cerveja da Rádio Metrópole 101,3 FM
Colunista do Portal da Cerveja

A opinião dos colunistas deste site não condiz necessariamente com a opinião do portaldacerveja.com. Fábio Guerra tem liberdade para explanar seus pensamentos sem nenhum tipo de filtro ou censura, de forma sólida e autêntica. Sendo assim, o texto é de inteira responsabilidade do seu autor.

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Um comentário :

  1. Bem legal 👍
    Didático pra caralho, muito útil!
    Ps. adoro o título agressivo e provocativo... Dá outra matéria kkk

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