Black or White, Imagine e a Campanha da Skol – Empresa responde provocações e elogios




 Imagine, Black or White e a nova Campanha da Skol – Clima esquenta e empresa responde provocações e elogios “mano a mano”

Quando Jonh Lennon lançou Imagine, sensibilizou o mundo inteiro. A música prega um mundo sem fronteiras, um mundo igual, onde todos vivem em paz, um mundo unificado. Imagine foi lançada por John em 1971 e emplacou por todo planeta, em uma era sem a comunicação online que temos hoje.

Eu nasci em 1981, só conheci essa canção em 1991. Há aquela altura, aos 10 anos de idade, despertava em mim um Ser Humaninho politicamente curioso. E mexendo na mega coleção de discos vinis de minha mãe, conheci Imagine. Lembro-me que ao ouvir a música, ela (minha mãe) me deu um pedaço de papel com a tradução da letra, li e pensei “Dá pra fazer isso John, bora tentar?”. É ótimo lembrar como as crianças encontram as saídas mais simples, para os problemas que nós adultos tomamos por complexos.


Nesse mesmo ano (1991), outra grande proposta mundial de conscientização da humanidade em busca de unir os povos e as raças foi lançada por Michael Jackson, em seu clipe Black or White. Quando assisti no Fantástico todos aqueles efeitos e aquelas transformações, nem precisei de minha mãe para traduzir a letra, estava claro! Michael queria unir todo mundo, queria o fim das brigas, o fim das tribos, igual ao John. E pensei de novo “Tá vendo? Tá vendo que dá?”

Quando vi a nova campanha da Skol voltei a ter 10 anos assistindo Fantástico, voltei aos exatos 5 minutos e 28 segundos do clipe Black or White. 


Esse portal é o espaço da cerveja, mas prega a quebra de preconceitos no ambiente cervejeiro. O portaldacerveja.com ainda está em construção, as mulheres já já estarão por aqui, nossa marca já propõe uma quebra de barreiras e vai propor ainda mais.


E se somos contra o preconceito de tudo, entendo que podemos gostar de cervejas especiais, sem agir de forma preconceituosa para com as cervejas industriais que conhecemos e suas propostas. Eu mesmo já fui meio ácido ao criticá-las em artigos anteriores, luto comigo mesmo para vencer esses preconceitos, gosto de cerveja artesanal, mas respeito as que não são. E não me torno anti-social por causa disso, podem me chamar para sua festa, repleta de American Lagers, que eu vou. Ali a proposta é outra e vou me divertir também.

E é por isso que eu estou aqui para aplaudir a Campanha Skolors e o novo projeto publicitário da Skol, um lindo clipe que une o mundo, une as raças e com certeza está contribuindo para a evolução da mentalidade social, como um todo. 

Quando digo “como um todo” me refiro também aos proprietários das caraterísticas diversas, amei ver o "Rapaz Pintadinho” e seu semblante feliz. E aqui vai uma pergunta: Eu preciso ter medo de chama-lo, carinhosamente, assim? Através de uma referência meiga em torno da sua caraterística? É preciso ter orgulho e tomar pra si a sua caraterística. Goste do seu jeito, ao invés de nunca falar sobre ele, como se ele nunca existisse. 

Posso achar um barato a dança do “Sequinho Branquelo” e chama-lo assim, sem ter medo? Ele é um “Sequinho Branquelo” e não existe defeito nenhum em ser assim! Assumamos as nossas caraterísticas e aprendamos a trata-las com leveza, “Dá pra fazer isso John, bora tentar?”

Essa é uma chance de refletirmos sobre a conscientização de quem discrimina e de quem é discriminado. Os dois lados precisam refletir, amadurecer. Chega de conflitos, não nos tornemos aquilo que nos magoou. 

Em tempo... É evidente que a Skol desenvolveu essa estratégia de mercado com o intuito de agradar e vender mais, claro que não foi apenas com a intenção de praticar uma boa ação, mas viram como é possível unir as duas coisas?

Mas com isso a Skol comprou uma briga e partiu para o combate... Está respondendo nas redes sociais, cada provocação de maneira divertida e respeitosa e cada elogio de maneira feliz e amorosa. Como podemos conferir ao lado e nos comentários do vídeo postado no Facebook da empresa. A marca admite que praticava uma conduta de exploração e vulgarização da imagem feminina e reafirma a cada resposta, que essa linguagem está enterrada em seu passado, que esse pensamento já não lhe representa mais. 

Viu como a gente evolui? Em uma das respostas ela chega a dizer que tem espaços para todas as propostas de cervejas, que não existe motivos para desentendimentos por causa disso. 

Por tanto amigos cervejeiros, que tal valorizarmos o que amamos e ao mesmo tempo respeitar quem prefere outro caminho? Será que ganhar mercado assim não seria mais fácil? Pra quê pregar a divisão? Não já chega o nosso dia a dia, cercado de militância? Pra quê mais partidarismo? #FicaDica 

Parabéns a Ambev e a Equipe Skol pela iniciativa e obrigado pela mensagem. 

#PeloFimDasFronteiras #TinTin 

Até o Próximo gole!

Marcelo Vasconcelos
Editor, Colunista e Apresentador do Portal da Cerveja
Certificado pela Science Of Beer em Gestão de Leveduras e On/Off Flavours
Consultor Especialista do Programa Estação da Cerveja da Rádio Metrópole 101.3 FM
Insta e Face @portaldacervejaoficial 
Contato: 71 9.9933-2309 / marcelo@portaldacerveja.com

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