Heineken registra lucro 18,6% menor em 2016



A fabricante holandesa de cervejas Heineken registrou lucro líquido, atribuível aos controladores da companhia, de 1,54 bilhão de euros em 2016, queda de 18,6% na comparação com o ano anterior, quando os resultados foram impulsionado por vendas de ativos. A expansão do lucro foi afetada em especial pelo enfraquecimento de mercados como Rússia e Nigéria e também pelos efeitos desfavoráveis do câmbio e custos relacionados a aquisições no período.Os analistas esperavam que a Heineken reportasse lucro líquido de 1,78 bilhão de euros em 2016, de acordo com o consenso de análises compilada pela FactSet. A receita da companhia totalizou 20,79 bilhões de euros no acumulado do ano passado, alta de 1,4% na comparação com 2015. Especialistas estimavam que a receita somasse 20,59 bilhões de euros. Considerando o crescimento em bases orgânicas, houve alta de 4,8% da receita no ano passado, em base anual, com receita por hectolitro subindo 2,2%.
O volume consolidado de cerveja da Heineken subiu 3%, acompanhando o crescimento nas operações da América, Ásia-Pacífico e Europa, em parte ofuscado por um volume mais fraco na África, Oriente Médio e Europa Oriental. No segmento de cervejas “premium”, houve alta anual de 3,7% nos volumes. “Entregamos um forte resultado em 2016, com um claro desempenho acima da média em nosso portfólio de marcas ‘premium’ e com um momento sustentável para nossa agenda de inovação”, disse, em nota, Jean-François van Boxmeer, diretor-presidente da empresa. “Excluindo o impacto de fatores ainda não previstos, como as condições econômicas e políticas e os recentes anúncios de aquisições no Brasil e no Reino Unido, continuamos a esperar expansão de margens em 2017, em linha com as expectativas já divulgadas.”
Nas Américas, o volume total de cerveja cresceu 3,7% organicamente, com crescimento no México, mas com queda de volumes no Brasil e nos Estados Unidos. As receitas na região cresceram 6,9%, também em bases orgânicas. Segundo a empresa, embora os volumes tenham caído de 4% a 6% no Brasil no ano passado, o segmento “premium” também continuou a ter performance acima da média, com crescimento de volumes da marca Heineken, atingindo um total d e mais de 2 milhões de hectolitros.
As marcas Sol e Amstel também apresentaram bom desempenho. Para 2017, a expectativa é que as condições econômicas no mundo continuem voláteis, com impacto negativo do câmbio na comparação com 2016. Apesar disso, a receita orgânica e o lucro devem registrar aumento, de acordo com a empresa. Nesse contexto, os investimentos da Heineken relacionados a fábricas e equipamentos devem ficar levemente abaixo de 2 bilhões de euros neste ano, ante 1,8 bilhão desembolsados durante 2016.


Fonte: Valor.com.br
Foto: Valor.com.br / Reprodução

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