Cerveja belga é declarada patrimônio cultural

A UNESCO decidiu proteger a tradição cultural da cerveja belga


Adis-Abeba – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, sigla em inglês) declarou a tradição da cerveja belga e a rumba cubana como Patrimônios Imateriais da Humanidade, informaram à Agência Efe fontes desta instituição. A decisão foi tomada durante a reunião anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio da Unesco, realizada em Adis-Abeba, na Etiópia. A Unesco decidiu proteger a tradição cultural da cerveja belga, que envolve os que produzem, desfrutam e promovem a produção artesanal da bebida. 

Os analistas reunidos na capital da Etiópia avaliaram a extrema diversidade da arte cervejeira na Bélgica, assim como a intensidade com a qual é consumida e integrada na vida diária e festiva de seus habitantes. A Bélgica conta com quase 200 fábricas de cerveja que produzem 1.500 tipos diferentes da bebida feita com cevada fermentada, água e lúpulo, muitas delas artesanais e especiais. 

No país europeu, a cerveja é submetida a até quatro processos diferentes de fermentação: a espontânea, utilizada na cerveja “lambic” (única na Europa); a alta ou “ale”; a mista, própria das cervejas “tostadas”; e a “baixa” ou “lager”, utilizada na modalidade “pilsner”. A declaração da Unesco ressalta que a tradição cervejeira dos belgas, apesar de suas variantes e preferências locais, reforça sua identidade como comunidade, já que é praticada em todo o país. Em cada província há fábricas, clubes, museus (cerca de 30 em toda a Bélgica), cursos, formação, eventos, festivais e restaurantes dedicados à cerveja. 

O Comitê, formado por 24 países signatários do Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio da Unesco, também decidiu incluir a rumba cubana na lista de bens protegidos, pois trata-se de “uma expressão de autoestima e resistência” que contribui para a formação da identidade nacional. A 11ª reunião do Comitê, realizado na Etiópia, é a quarta organizada no continente africano, após as de Argel (Argélia, 2006), Nairóbi (Quênia, 2010) e Windhoek (Namíbia, 2015). 


Fonte: EXAME 
Foto: Reprodução EXAME

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