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Veja mitos e verdades sobre a cerveja e faça bonito na mesa de bar com curiosidades surpreendentes




Toda primeira sexta-feira do mês de agosto, em mais de 50 países, é celebrado o Dia Internacional da Cerveja, que aconteceu na última semana. Criado em 2007 por um grupo de amigos americanos da cidade de Santa Cruz, na Califórnia, a data coincide com o início do verão americano.

De lá para cá a comemoração ganhou adeptos ao redor do mundo e continua sendo um pretexto a mais para abrir uma gelada e celebrar, afinal, a cerveja vive um momento de diversidade de sabores, aromas e ingredientes, e nada melhor do que adentrar esse universo na prática. Mas é preciso cuidado com alguns “mitos”.

Cerveja puro malte é “melhor”? O sol estraga a cerveja? Para que serve o colarinho?

O mestre-cervejeiro da Cervejaria Ambev, Leon Mass, lista algumas curiosidades e outros mitos e verdades sobre a grande protagonista do mês de agosto: A CERVEJA

12 Curiosidades sobre a bebida mais consumida do mundo: Cerveja

Mesmo antes de se tornar ingrediente cervejeiro, na Idade Média, o lúpulo já era famoso por suas propriedades medicinais. Um uso tradicional da planta é colocar as flores secas no enchimento do travesseiro – o efeito relaxante proporciona noites de sono tranquilo. O lúpulo, por sinal, é uma canabiácea – planta da mesma família da Cannabis Sativa, a maconha.

A diferença entre cerveja e chope nada tem a ver com a garrafa e o barril. A cerveja é pasteurizada para resistir vários meses, enquanto o chope não passa por esse processo (definição por lei, de acordo o capítulo VII, seção III, artigo 37, item III do Decreto nº 6.871, de 4 de Junho de 2009). A não pasteurização da cerveja causa pequenas alterações no sabor – altamente perecível, ele deve ser consumido muito fresco e mantido sob refrigeração. Algumas marcas vendem cerveja embarrilada como se fosse chope.

Engana-se quem pensa que o uso de milho é uma novidade criada pela indústria cervejeira para baratear e facilitar a produção. O cereal foi acrescentado à cerveja em meados do século 19, por imigrantes alemães nos Estados Unidos. Eles queriam fazer cerveja pilsen – grande sucesso desde o início –, mas a cevada americana tinha mais proteína do que a europeia. Isso resultava em uma cerveja turva e encorpada, justamente o oposto do que se espera de uma pilsen. O milho, então, entrou para suavizar a fórmula. Estava criada a pilsen moderna (American Standard Lager de acordo com guia de estilos BJCP).

Pilsen é o estilo mais vendido nos países que criaram as quatro grandes escolas cervejeiras: Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos. Das marcas mais populares, apenas as alemãs são feitas de puro malte (por exigência legal), afirma Leon Mass.

No Egito Antigo, os trabalhadores que ergueram as grandes pirâmides eram pagos com cerveja. Sua ração diária era de 5 litros – a cerveja, entretanto, era muito menos alcoólica do que a moderna.

Na Idade Média, a cerveja manteve o status de alimento. Um dos poucos alimentos seguros naquela época, pois era fabricada com higiene pelos monges católicos. Na liturgia da Igreja, aliás, a bebida foi incorporada como substituta das comidas sólidas nos períodos de jejum dos clérigos.

Os antibióticos, as vacinas e toda a medicina moderna devem muito à cerveja. Eles existem porque o cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) resolveu estudar a bebida. Foi nessas que ele descobriu a existência de micro-organismos e os relacionou às doenças.

O café da manhã tradicional da Baviera, na Alemanha, consiste de salsicha branca (weisswurst), pretzel, mostarda escura e um copo (ou mais) de cerveja de trigo – chamada weizenbier ou weissbier.

Por falar em weissbier, os nítidos aromas de cravo e de banana dessa cerveja não provêm da adição desses ingredientes. O acetato de isoamila (responsável pelo cheiro de banana) e o 4-vinil guaiacol (o cheiro de cravo) são substâncias formadas durante a fermentação da bebida.

Outros aromas “fantasmas” da cerveja são o maracujá, a tangerina e o pêssego – entre outras frutas – presentes em algumas IPAs, em especial as de estilo americano. As responsáveis pela salada de frutas são as variedades de lúpulo adicionadas à bebida.

O que a cerveja, o café e o chá têm em comum: Os três são bebidas com algum grau de amargor. Os estilos cervejeiros mais amargos, como a IPA, se tronaram populares na esteira do chá e do café – as bebidas da moda na Europa dos séculos 18 e 19.

Cerveja é uma bebida amarga?

MITO

A cerveja pode ter um certo amargor, mas nem sempre é assim. Ela é a bebida mais variada que existe quando o assunto é sabor. O amargor, que geralmente vem do lúpulo, é imperceptível em alguns estilos. Existem cervejas doces, ácidas e até mesmo ligeiramente salgadas.

A água é muito importante para a qualidade da cerveja?

VERDADE, MAS...

...um a cervejaria não precisa estar situada junto a um lago alpino ou um ribeirão de águas cristalinas para fazer bebida de qualidade. Hoje em dia, todas as cervejarias modernas tratam a água para obter sempre o mesmo perfil mineral em uma determinada receita. Isso permite a reprodução da fórmula em qualquer parte do mundo.

O sol estraga a cerveja?

VERDADE

A exposição à luz prejudica a qualidade da bebida. O vidro marrom oferece alguma proteção contra os raios, mas não funciona 100%. De qualquer maneira, guarde a cerveja em lugar escuro e fresco.

Cerveja dá barriga?

MITO, MAS...

A expressão “barriga de cerveja” é injusta com a nossa bebida favorita. A tal barriguinha não aparece em todos que tomam sua cervejinha, mas orna o corpo daqueles que exageram na dose. A culpa não é da cerveja em particular, mas das calorias – presentes em qualquer alimento. Passar o dia comendo pão de queijo também dá barriga.

Gelar muito a cerveja destrói o sabor?

MITO

A regra é clara: quanto mais forte e encorpada a cerveja, menos fria ela deve estar. O que não significa que você deva carregar um termômetro para conferir se o bar serve a bebida na temperatura correta. Por ser leve e delicada, a pilsen merece ser servida gelada. Quantos graus? O brasileiro costuma beber cerveja no limite do congelamento, e não há nada errado nisso. Se você não gosta assim, faça do seu jeito.

Cerveja é a bebida ideal para combinar com petiscos de bar?

VERDADE

A explicação é simples: os botecos costumam servir muita fritura, e a carbonatação (gás) da cerveja leva embora a sensação que a gordura deixa na boca.

Quanto mais escura, mais forte é a cerveja?

MITO

Não se deixe enganar pelos sentidos. A cor marrom ou preta realmente causa a expectativa de uma bebida mais forte ou densa, mas isso não acontece. A tonalidade da cerveja depende da matéria-prima. Maltes de trigo são quase brancos, malte de cevada tipo pilsen dá um tom amarelo, e as variedades tostadas e carameladas completam a paleta com líquidos que vão do avermelhado ao negro intenso. Na realidade, o calor que torra o malte diminui sua capacidade de fermentação – o que resultaria em menos álcool, mas isso é compensado com a adição de outros maltes na receita.

Cerveja puro malte é melhor?

MITO?

A lista de ingredientes da cerveja depende do estilo e do perfil sensorial que o mestre-cervejeiro quer obter. Um exemplo: algumas das mais renomadas cervejas belgas são turbinadas com açúcar para atingir um alto grau alcoólico sem ficar encorpadas demais. Quanto ao milho presente na pilsen, ele está de acordo com os parâmetros previstos para a standard american lager – nome técnico do estilo, usado em concursos. Ele e o arroz têm a função de reduzir o corpo da cerveja, tornando-a mais leve e mais fácil de beber.

O colarinho protege a bebida?

VERDADE

A camada de espuma não deixa que a cerveja tenha contato direto com o ar, Isso reduz a oxidação e a perda de gás.

Foto: Lana Pinho - Divulgação Ambev
Fonte: Assessoria de comunicação Ambev

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